A proposta gera forte debate e enfrenta críticas de economistas, opositores políticos e entidades sindicais, concentradas nos seguintes pontos:
1. Falta de Detalhamento dos Alvos de Corte
A principal crítica da oposição e de analistas fiscais é a ausência de um plano detalhado. Embora o candidato fale em cortar centenas de bilhões de reais em despesas, o plano de governo não especifica claramente quais programas, órgãos ou benefícios seriam reduzidos para atingir esses números.
2. Riscos aos Serviços Essenciais e Políticas Sociais
Economistas do campo progressista e críticos do plano argumentam que cortes expressivos no Orçamento da União inevitavelmente afetariam gastos obrigatórios, atingindo áreas fundamentais como: Saúde e Educação: Temor de redução do orçamento repassado a universidades, hospitais públicos e ao SUS.
Previdência e Assistência Social: Receio de congelamento do salário mínimo ou revisão em benefícios assistenciais (como o BPC).
3. Impacto Econômico e Risco Recessivo
Críticos alertam que uma retração abrupta dos gastos estatais — responsável por parcela expressiva do consumo e investimentos no país — pode gerar uma parada brusca da economia (conhecida como shock de austeridade). A preocupação é que o corte induza a uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) e ao aumento do desemprego no curto prazo.
4. Resistência do Setor Público
Sindicatos de servidores públicos e entidades do Judiciário e Executivo criticam os acenos para uma reforma administrativa severa e redução de estruturas do Estado, apontando riscos de precarização na prestação dos serviços públicos e na estabilidade das carreiras.
